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Servir bem é uma arte |
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Publicado pela Editora Anhembi Morumbi, o livro “Arte e Ciência do Serviço” é
uma obra que casa com os interesses de restauranteurs, gerentes de bufês e donos
de casa. É certo que o volume privilegia situações formalíssimas, em que o
requinte conta em demasia, mas suas considerações podem ser “adaptadas” a
contextos menos sóbrios como um jantar entre amigos.
Segundo a obra, o cuidado com o serviço não se restringe ao momento da refeição: também o manuseio e higiene dos utensílios devem ser feitos com cautela. Uma taça mal lavada ou impregnada de odores, por exemplo, compromete o sabor de um vinho ou licor; e nada pior do que a identificação de sobras de comida nos talheres ou de manchas e rasgões nas toalhas. Sobre a arte de servir, a obra é taxativa: ninguém é obrigado a possuir uma baixela de prata ou fina porcelana, bem como copos de cristais, mas a louça do dia-a-dia também não é recomendável para um evento especial. Uma dica acessível é optar por travessas e tigelas de vidro – além de higiênicas, valorizam os alimentos à mesa e transmitem uma sensação de leveza. Para os talheres, um bom jogo de peças em aço inoxidável é suficiente para o serviço doméstico. Antes de organizar e dispor a mesa, é importante verificar se o tampo encontra-se estável para evitar que os convidados se levantem durante a refeição. Ao escolher uma toalha, verifique se a mesma está em sintonia com a decoração e com as cores do ambiente – o tecido deve descer até as cadeiras. Em casa, o guardanapo não precisa ser dobrado em formatos lúdicos, mas deve estar limpo. Para cada convidado, certifique-se da existência de um prato grande raso e de outro, menor, para a sobremesa. As taças devem casar com a bebida selecionada – a escolha incorreta não valoriza o produto. Para não sobrecarregar a mesa, deixe as xícaras e o serviço do café em outro móvel próximo. |
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Fonte: Diário do Nordeste